Outras Doenças Genitais

Hidrocele

A hidrocele é definida como o acúmulo de líquido entre as túnicas vaginais dos testículos (membranas que recobrem os testículos), notada pelo paciente com um aumento do volume testicular uni ou bilateralmente. Pode ser congênita ou adquirida.

Dentre as causas de hidrocele adquirida, se destacam as hidroceles que surgiram pós-procedimentos cirúrgicos, como em cirurgias de varicocele e vasectomia; no pós-processo infeccioso e/ou inflamatório dos testículos (orquites); as hidroceles pós-trauma testicular; e as hidroceles associadas ao câncer de testículo.

O diagnóstico é feito através do exame clínico urológico e da ultrassonografia de bolsa testicular, exame que ajuda no diagnóstico diferencial entre hidroceles adquiridas de origem benigna ou maligna.

Tratamento

As hidroceles de pequeno volume podem ou não requerer tratamento cirúrgico, porém, a própria assimetria escrotal acarretada por pequenas hidroceles unilaterais pode causar transtornos de cunho estético ao paciente, necessitando, então, de uma cirurgia.

As hidroceles de moderado a grande volume sempre necessitarão de tratamento cirúrgico. Através de uma incisão escrotal, todo o líquido é drenado e um tecido que recobre os testículos, a túnica vaginal, é parcialmente ressecada e revertida para evitar a recidiva da doença.

Na grande maioria dos casos, é necessária a realização de uma escrotoplastia redutora (plástica para a redução da quantidade de pele do escroto) para que o melhor resultado estético seja alcançado.

Fotografia real de uma cura cirúrgica de hidrocele com escrotoplastia redutora.
Fotografia real de uma cura cirúrgica de hidrocele com escrotoplastia redutora.

Fimose

A fimose é definida como a incapacidade total ou parcial de retração do prepúcio (pele que recobre a glande) para exposição da glande. Pode ser congênita (impossibilidade de retração do prepúcio que persiste após os 3 anos de idade) ou adquirida.

Dentre as causas adquiridas se destacam as balanopostites de repetição (inflamação do prepúcio) e os traumatismos do prepúcio devido aos inúmeros intercursos sexuais realizados ao longo da vida.

O tratamento quase sempre é cirúrgico, sendo a postectomia a cirurgia de eleição.

Devido à grande preocupação com a estética da região genital, a postectomia pode ser realizada de várias maneiras:

  • Retirada apenas do anel constritivo, deixando a maioria da pele do prepúcio. Desta forma, a glande ainda permanece recoberta.
  • Retirada do anel constritivo e de parte do prepúcio. Desta forma, a coroa da glande permanece recoberta com o intuito de esconder a cicatriz cirúrgica.
  • Retirada do anel constritivo e de grande parte do prepúcio. Desta forma, a glande e a cicatriz cirúrgica ficarão totalmente expostas.

O procedimento é relativamente simples, feito com anestesia local associada à sedação (o paciente dorme durante toda a cirurgia), com alta hospitalar no mesmo dia do procedimento.


Frênulo curto do pênis

O frênulo do pênis ou freio do pênis é uma prega de pele que une o prepúcio (pele que recobre a glande) a glande.
Muitos pacientes procuram consultórios urológicos pois acham que se trata de uma variação da normalidade quando, na verdade, o frênulo é uma estrutura normal.

Em alguns casos, este frênulo pode ser muito curto, dificultando a exposição da glande e, consequentemente, causando desconforto ou mesmo dor durante as relações sexuais. Em casos extremos, ele pode se romper, total e parcialmente, ocasionando dor e sangramento intenso.

Nestes casos, o tratamento cirúrgico faz-se necessário, sendo a frenuloplastia a cirurgia de eleição.
A frenuloplastia pode ser feita isoladamente ou em conjunto com a postectomia (em pacientes com outras doenças do prepúcio).

O procedimento é bastante simples, feito com anestesia local, com alta hospitalar no mesmo dia da cirurgia e retorno às atividades profissionais no dia seguinte.

 

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