Cirurgia de Redesignação Sexual

Feminino para masculino ou masculino para feminino

O(a) indivíduo transexual é aquele(a) que possui uma identidade de gênero (convicção que cada um tem sobre si de ser masculino ou feminino) oposta àquele designado ao nascimento.

Uma demanda muito frequente destes pacientes é pela cirurgia de redesignação sexual genital, popularmente conhecida como transgenitalização. Trata-se de um conjunto complexo de procedimentos que tem por finalidade a readequação genital utilizando os tecidos do próprio paciente.

O objetivo final da cirurgia é transformar uma genitália masculina em uma feminina, ou vice-versa, em sua plenitude, ou seja, estética e funcionalmente o mais próximo possível de uma genitália natural.

Principais técnicas cirúrgicas de readequação genital de masculino para feminino:

Inversão do prepúcio

Técnica consagrada na qual a o prepúcio é invertido para revestir a neovagina. Pelo fato de o prepúcio conter pelos, geralmente é necessária uma depilação definitiva da área antes da cirurgia. É considerada a técnica padrão ouro.

Retalho de sigmoide

Nesta técnica, a neovagina é revestida com um segmento do intestino grosso, o cólon sigmóide. Como este segmento intestinal secreta muco, o corrimento da neovagina torna-se uma queixa comum, mas que geralmente diminui consideravelmente ao longo do tempo. Por ser uma técnica que mobiliza um segmento intestinal, sendo assim, mais invasiva, é a técnica de eleição para pacientes já submetidas a um primeiro procedimento e que evoluíram com neovagina curta ou com estenose da neovagina.

Enxerto de jejuno

Nesta técnica, um segmento do intestino delgado é removido e tem seu revestimento interno retirado para ser enxertado na neovagina. Esta técnica tem a vantagem de gerar menos cicatrizes e de criar uma neovagina que não secreta muco, porém, por se tratar de um enxerto, haverá a necessidade de realizar auto dilatação do canal por toda a vida.

Principais técnicas cirúrgicas de readequação genital de feminino para masculino:

Metoidioplastia

Técnica na qual todas as estruturas da genitália feminina são utilizadas para a criação de um micropênis que possui plena sensibilidade e ainda permite que o paciente passe a ter a capacidade de urinar em pé, marco de extrema importância na vida de um homem trans.

Nesta técnica, ocorre as seguintes transformações:

  • O clitóris, previamente hipertrofiado devido ao uso de hormônios, é transformado em um micropênis;
  • A vagina é plenamente fechada;
  • A neouretra é construída com a utilização de um segmento da parede vaginal, com um retalho de pequenos lábios e com um enxerto de mucosa oral. É sem dúvida a estrutura de mais difícil criação;
  • O escroto é criado através de um retalho reconfigurado dos grandes lábios;
  • Os testículos são implantados em um segundo tempo, com a utilização de próteses testiculares de silicone.

Neofalos

Os neofalos, procedimentos complexos, geralmente são feitos em múltiplos estágios, nos quais segmentos de pele são reconfigurados para a criação de um pênis. Em um primeiro estágio, a haste peniana é criada. Após, uma neo glande é confeccionada e uma grande quantidade de mucosa de boca é enxertada na haste peniana previamente criada. Em seguida, a mucosa da boca é tubularizada e uma prótese peniana é implantada.

Os neofalos podem ser criados através da reconfiguração de várias regiões do corpo, sendo os principais:

  • Retalho fáscio-cutâneo abdominal
  • Retalho livre de grande dorsal
  • Retalho livre do antebraço não dominante

Apesar dos neofalos serem procedimentos usados em homens com o pênis amputado pelas mais variadas causas (câncer, traumatismo…), ainda são considerados procedimentos experimentais em homens trans, pela nova resolução do CFM 2020, podendo ser realizados apenas em hospitais universitários, após aprovação de um comitê de ética.

No consultório do Dr. Luiz Augusto Westin, médico especializado em urologia reconstrutora no Rio de Janeiro, você pode ter todas as informações necessárias sobre o procedimento.

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