Casal se olhando | O que é sífilis?

O que é sífilis?

A sífilis é uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comuns atualmente e é transmitida pela bactéria Treponema pallidum. Ao contrário de outras doenças desse tipo, ela é uma DST muito silenciosa e que requer cuidados específicos. Além disso, logo após a infecção, a bactéria pode alojar-se no corpo do paciente por muito tempo, até por décadas, podendo se manifestar novamente depois de longos períodos.

O que causa a sífilis?

Conforme dito, ela é causada pelo Treponema pallidum, uma bactéria que, geralmente, é transmissível através do contato sexual e tem acesso ao organismo pela mucosa ou por eventuais cortes na pele.

Nos estágios primário e secundário e, em alguns casos, durante o início do período latente, a sífilis pode ser contagiosa. São muito raros os casos em que a doença é transmitida através de um beijo, porém, há chances de ela ser passada da mãe para o filho durante a gestação ou no parto.

Sintomas da sífilis

Por desenvolver-se em vários estágios, os sintomas da sífilis apresentam diversas variações conforme sua evolução. Vale ressaltar que essas fases podem se sobrepor umas às outras, porém, os sinais da doença podem ou não seguir uma ordem determinada. Vejamos quais são os estágios e os seus respectivos sintomas.

Sífilis primária

Como o nome já diz, a sífilis primária representa o primeiro estágio e acontece nas duas ou três primeiras semanas após o contágio. Os sintomas incluem pequenas feridas, chamadas de cancros, no local infectado. Além de não doerem, elas dificilmente podem ser vistas, especialmente se estiverem no reto ou no colo do útero. Depois de aproximadamente quatro ou seis semanas, elas costumam sumir, mesmo sem tratamento, e então a bactéria permanece inativa durante essa fase.

Sífilis secundária

Entre duas a oito semanas após as primeiras feridas despontarem, a sífilis secundária finalmente pode ocorrer. Neste estágio, os pacientes costumam sentir dores musculares, dor de garganta, dificuldade para deglutir e até febre. Assim como no primeiro estágio, os sinais podem desaparecer mesmo sem o tratamento adequado, tornando a bactéria mais uma vez inativa.

Existem outros sintomas da sífilis secundária, como vermelhidão na pele, íngua nas axilas e até aumento do fígado e do baço.

Sífilis latente

A sífilis em estado inativo é chamada de latente, e é comum que não haja nenhum tipo de sintoma. O paciente pode permanecer nessa situação durante anos, sem apresentar nenhum sinal da doença. O indivíduo pode permanecer assim até vir a óbito por qualquer outra causa, ou então a bactéria pode se manifestar no organismo já com os sintomas da sífilis terciária, que veremos a seguir.

Sífilis terciária

A sífilis terciária é considerada o estágio mais grave e atinge cerca de 15% das pessoas que não tratam o problema. Ela pode acontecer em alguns anos ou até mesmo de forma mais tardia, com 20 anos ou mais depois da infecção. Durante este estágio, a sífilis pode atingir diversos órgãos do corpo, como o coração, o cérebro, nervos, fígado, olhos e até os ossos, os vasos sanguíneos e as articulações.

Todos esses danos trazem diversos problemas, como cegueira, demência, paralisia, entre outros. Além disso, a sífilis terciária pode levar o paciente a óbito se não for tratada.

Sífilis congênita

Por fim, a sífilis pode ser congênita, ou seja, transmitida da mãe para o bebê durante a gravidez ou no parto. A maioria das crianças que nascem com a doença não costumam apresentar sintomas, porém, ao longo dos anos, é comum que elas apresentem rachaduras nas palmas das mãos e nas solas dos pés. Entre as consequências mais graves estão a surdez e a deformidade nos dentes.

Diagnóstico de sífilis

Como os sintomas da sífilis são muito similares aos de outras doenças, o médico precisa indicar alguns exames específicos como:

  • exame de sangue;
  • teste de cultura de bactérias;
  • exame de pulsão lombar (quando há suspeita de complicações neurológicas causadas pela sífilis).

Caso a DST seja confirmada, é importante avisar ao seu parceiro ou parceira e iniciar imediatamente o tratamento adequado.

Como tratar a sífilis?

Se identificada de forma precoce, a sífilis não causa danos à saúde do paciente, além de oferecer chances mais rápidas de cura.

Os especialistas geralmente indicam o tratamento à base de penicilina (antibiótico). Apenas uma injeção com a substância já é capaz de evitar a progressão da sífilis, principalmente se o paciente tiver menos de um ano de infectado. Caso a bactéria esteja alojada há mais tempo no organismo do indivíduo, será necessário um maior número de injeções.

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