O que é Herpes Genital?

Herpes é uma doença sexualmente transmissível – DST – causada pelo vírus Herpes simplex do tipo 2, que ataca a pele ou as membranas mucosas dos órgãos genitais.

O Herpes Genital é geralmente transmitido quando há lesões visíveis na região da genitália. Porém, mesmo quando não existem úlceras ou bolhas visíveis, pode haver vírus nas secreções genitais, o que favorece o contágio.

Esse vírus tem o período de incubação (o tempo decorrido entre a exposição e a manifestação dos primeiros sintomas da doença) de 1 a 26 dias. Mas, é indeterminado, se levarmos em consideração a existência de portadores da doença em estado de latência, ou seja, sem manifestações.

Causadores do herpes genital

  • Vírus do herpes simples Tipo 1 (HSV-1).
  • Vírus do herpes simples Tipo 2 (HSV-2).

A transmissão de herpes genital pelos dois vírus ocorre, principalmente, via contato sexual desprotegido.

Tipos de herpes

O herpes se apresenta em duas formas, sendo a primeira labial e a segunda genital. Enquanto o herpes genital é uma infecção causada pelo vírus herpes simplex tipo 2, que é transmitido através de relações sexuais, o tipo 1 também pode causar herpes genital, mas ele está habitualmente associado ao herpes labial.

Herpes simplex tipo 1

Costuma causar lesão apenas na boca, mas pode ser transmitido para os órgãos genitais em caso de sexo oral. Uma vez contaminados, os pacientes com herpes genital tipo 1 transmitem a doença do mesmo modo que os pacientes contaminados pelo tipo 2.

A diferença é que as crises do tipo 1 costumam ser mais leves e menos frequentes, e o contágio fora das crises é menos comum.

Herpes simplex tipo 2

É transmitido por via sexual, sendo altamente contagioso enquanto o paciente apresenta lesões. O grande problema do herpes genital tipo 2 é que a transmissão pode ocorrer mesmo nas fases em que o paciente não apresenta sintomas ou manifestações do herpes.

Portanto, mesmo fora das crises, o paciente continua eliminando o vírus de forma intermitente, podendo transmitir o herpes genital para o seu parceiro ou parceira.

A maior parte das transmissões do herpes genital ocorre na fase assintomática, sem manifestações, já que durante as crises o paciente costuma evitar ter relações sexuais. Pacientes HIV positivo que também tenham herpes genital é o grupo que mais apresenta transmissão durante a fase assintomática.

O vírus herpes simplex tipo 2 sobrevive por muito pouco tempo no ambiente, sendo incomum a transmissão através de roupas ou toalhas. Não há transmissão de herpes genital por compartilhar piscinas ou banheiros.

Sintomas do Herpes Genital

Na maioria da vezes, a pessoa não sabe que foi infectada com o vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifesta sinais ou sintomas. Inclusive, a maioria das pessoas que se infecta com o vírus herpes simplex tipo 2 não desenvolve a doença, permanecendo assintomática e sem ter conhecimento do contágio.

Contudo, há sintomas característicos da doença que podem aparecer:

  • Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.
  • Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio.
  • Manchas vermelhas e pequenas bolhas brancas que costumam surgir dias após a infecção.
  • Úlceras na região dos genitais, que podem chegar a sangrar e causar dor ao urinar.
  • Pequenos agrupamentos de bolhas e feridas.
  • Coceira e desconforto.
  • Ardor ao urinar caso as bolhas estejam perto da uretra.
  • Ardor e dor ao defecar, caso as bolhas estejam próximas do ânus.
  • Ínguas na virilha.

As feridas características do herpes genital podem surgir imediatamente após o vírus entrar no organismo. É possível espalhar a ferida tocando-a e, depois, passando as mãos por outras partes do corpo.

Esta doença pode causar feridas no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, bem como na vagina, vulva e colo do útero. Elas também podem aparecer nas nádegas, boca e no ânus.

Uma vez que uma pessoa é infectada, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. Portanto, a infecção pode se reativar ou piorar em qualquer momento. E mesmo sendo mais recorrentes em homens, normalmente são mais moderadas e duram menos que nas mulheres.

E quando o herpes genital é recorrente?

Após a infecção primária, as lesões do herpes genital desaparecem, permanecendo silenciosas, porém, na maioria dos pacientes, a infecção ressurge de tempos em tempos, sendo assim, reativada.

Os fatores que desencadeiam esta reativação variam de pessoa para pessoa. Entre eles estão o esgotamento físico, outros processos infecciosos, menstruação, ingestão excessiva de álcool, exposição solar intensa, condições que possam deixar o sistema imunológico debilitado.

A fricção ou traumatismos repetidos no local da lesão como, por exemplo, durante a relação sexual, também podem levar ao surgimento de reativações em algumas pessoas.

As lesões recorrentes tendem a ser menos dolorosas, uma vez que não é comum aparecerem outros sintomas como mal estar e febre. Com o passar dos anos, as recorrências vão ficando mais fracas e menos frequentes.

Em algumas mulheres, o período menstrual pode ser o gatilho. Mas, existem casos de recorrências em que não é possível identificar nenhum fator desencadeante.

Alguns dias antes de as lesões recorrerem, o paciente pode sentir alguns sintomas de aviso, como:

  • Coceira nos grandes lábios.
  • Dormência no pênis.
  • Formigamento na região genital.

Em outros casos, o paciente pode não desenvolver sintomas de infecção primária logo após a contaminação, vindo a apresentar as úlceras apenas anos depois, após algum evento que reduza a sua imunidade.

Qual profissional devo procurar para saber se tenho Herpes Genital?

O urologista ou o ginecologista. As lesões do herpes genital são típicas e são facilmente reconhecidas por um especialista. Se houver necessidade de confirmação laboratorial ou se a lesão não demonstrar tipicidade, o médico pode colher amostras das úlceras para identificar o vírus.

Nas fases assintomáticas, é possível investigar a infecção pelo herpes através das sorologias, que podem identificar tanto o vírus herpes simplex tipo 1 quanto o tipo 2.

As sorologias também são importantes para identificar parceiros(as) de pacientes infectados. Os exames conseguem identificar o vírus, mas não fornecem informação sobre quando o paciente foi infectado. Geralmente, o exame físico basta para o diagnóstico

  • Exame de sangue: os resultados deste exame mostraram se há presença ou não de anticorpos contra os vírus do herpes genital, indicando se houve infecção no passado.

Existe cura para o Herpes Genital?

Ainda não há cura. Porém, o tratamento pode ajudar a evitar a recorrência da doença e impedir que ela cause complicações mais graves e que se espalhe pelo corpo. O acompanhamento médico também pode auxiliar para amenizar os sintomas e para diminuir as chances de transmissão.

O tratamento é feito basicamente por meio de medicamentos antivirais, que aliviam a dor e também o desconforto, causados durante uma crise, curando as lesões com maior rapidez, impedindo complicações e reduzindo o risco de transmissão para outros.

Para crises recorrentes, o paciente deve começar a tomar o medicamento assim que o formigamento, a queimação ou a coceira começar, ou assim que iniciar o aparecimento de bolhas.

O que acontece se não tratar o herpes genital?

Quando o herpes genital não é tratada, ela pode acarretar problemas mais graves, como:

  • Outras DST’s
  • Infecção de recém-nascidos: por meio do contato do bebê com o vírus durante o trabalho de parto. O contágio de bebês recém-nascidos por herpes pode resultar em danos cerebrais, cegueira e pode levá-los até mesmo à morte em casos mais severos.
  • Problemas de bexiga: resultantes da presença de feridas na região da uretra, obstruindo-a e impedindo a saída da urina. Nesses casos, é necessário o uso de um cateter para fazer a drenagem da bexiga.
  • Meningite: está entre as possíveis complicações do herpes genital, causada pela inflamação das membranas e do líquido cefalorraquidiano presente no sistema nervoso
  • Retite: uma inflamação do reto, provocada muitas vezes por sexo anal.

Como prevenir o Herpes Genital

Apesar de ser transmissível, há como se prevenir do herpes genital. E a melhor forma é fazendo o uso de preservativos durante o ato sexual.

O uso de camisinha reduz a chance de transmissão, mas não a elimina completamente, uma vez que as lesões do herpes podem surgir em áreas da região genital que não ficam cobertas pelo preservativo. Por exemplo, uma lesão de herpes na bolsa escrotal continua exposta mesmo com o uso apropriado da camisinha.

Importante frisar que se o parceiro ou parceira estiver infectado com herpes, é melhor evitar qualquer tipo de contato sexual até que a doença esteja sob controle.

Além dos medicamentos antivirais, há algumas medidas que podem ser tomadas para aliviar os sintomas de um surto de herpes genital, como:

  • Sabão e banhos de espuma devem ser evitados.
  • Área genital limpa e seca.
  • Evitar roupa interior apertada.
  • Cremes e pomadas geralmente não são recomendados.
  • Dor muito incômoda: analgésicos ou anti-inflamatórios podem ser usados.

Vale ressaltar que o vírus não sobrevive muito tempo fora do corpo humano, por isso a transmissão ocorre apenas pelo contato entre pessoas, não sendo possível se contaminar em banheiros, com toalhas e outros objetos.

Em seu consultório no Leblon, o Dr Luiz Augusto, atua no atendimento de pacientes privados, realiza consultas em Urologia Geral e Reconstrutora e realiza cirurgias em hospitais da cidade, como a Casa de Saúde São José, Pró-Cardíaco, Samaritano e Copa D’or. É um dos principais médicos especializados em urologia reconstrutora no Rio de Janeiro.

Carnaval sem DST: vista essa fantasia

No Carnaval, é comum o aumento da quantidade de campanhas incentivando o uso da camisinha e conscientizando acerca das DSTs, mas essa preocupação precisa estar presente o ano todo. Carnaval é tempo de curtir e festejar, e muitas pessoas abusam da liberdade que essa festa proporciona e acabam se esquecendo da saúde.

O aumento no consumo de álcool e de drogas ilícitas pode ser um dos causadores do alto número de contágios por doenças sexualmente transmissíveis, pois quando as pessoas “perdem o controle”, tomam atitudes impensadas com mais facilidade. Talvez o segredo para isso seja uma campanha contínua durante todo o ano, informando e conscientizando não só sobre o uso da camisinha, mas também sobre os riscos que o indivíduo corre ao praticar qualquer tipo de sexo sem proteção.

Como se proteger das DSTs

Antes mesmo do uso da camisinha, é importante ter consciência dos riscos que a falta dela pode causar. Buscar se informar mais sobre as DSTs é necessário e pode ajudar a evitar muitos problemas. Leia, a seguir, algumas dicas de prevenção, dúvidas frequentes e formas de aproveitar o Carnaval DST.

A camisinha protege contra todas as DSTs?

A camisinha traz uma ampla proteção contra as DSTs, porém, algumas podem ocasionar surgimento de lesões externas à genitália, área não protegida pela camisinha. É o caso do HPV.

Beijo transmite DST?

O hábito de “ficar” em baladas se fixou entre os jovens, e é comum que em apenas uma noite uma pessoa beije muitas outras, e mesmo que esse ato pareça inofensivo, não é. O beijo em si não transmite DST, mas o que pode acontecer é o indivíduo que tem algum tipo de doença também tenha microlesões e/ou secreções na boca, provavelmente causadas por herpes ou mononucleose, e que em contato com uma boca saudável, possa transmitir a doença.

Precisa usar camisinha no sexo oral?

A camisinha DEVE ser usada em todos os tipos de contato sexual, seja oral, anal ou vaginal. Além de exames sorológicos (que qualquer pessoa que for iniciar a vida sexual, seja com um parceiro fixo ou não, deve realizar) o indicado é que tanto homens quanto mulheres criem o hábito de andar com camisinha na bolsa ou na carteira.

Outro ponto importante é a desmistificação de que a camisinha só serve para evitar gravidez, pois não é verdade. A camisinha protege contra todas as doenças sexualmente transmissíveis e o seu uso deve se tornar um hábito.

Cuidados com a DST

Caso haja suspeita e sintomas de DST, como coceira, feridas ou algum incômodo, é importante buscar auxílio médico e realizar os exames o quanto antes. Muitas vezes a doença não é detectada logo de início, e por isso é importante o acompanhamento médico e a realização dos exames novamente alguns meses depois da primeira suspeita.

Apesar de o diagnóstico positivo dar medo no paciente, é importantíssimo o acompanhamento médico e o tratamento intensivo. E, principalmente, que sirva de alerta para conscientizar o paciente da importância do uso da camisinha.

Quais os tipos de DST?

Listamos alguns tipos de DSTs, incluindo seus sintomas, mas lembre-se: o autodiagnóstico não é válido. Consulte um especialista que entenda do assunto.

  • Cancro mole: seus sintomas incluem lesões genitais múltiplas e dolorosas, geralmente com secreção.
  • HIV: danifica o sistema imunológico e deixa o organismo mais propenso a outras doenças.
  • Gonorreia: é a mais comum entre as doenças sexualmente transmissíveis. Pode infectar a região genital, o reto e a garganta.
  • Clamídia: é assintomática e pode ser transmitida de mãe para filho.
  • Sífilis: costuma se apresentar em três estágios, sendo mais contagiosa nos dois primeiros e no terceiro costuma não apresentar sintomas.
  • Herpes: apresenta bolhas nos lábios e/ou na área genital.
  • HPV: Vírus causador das verrugas genitais e anais.

    Previna-se!

    Aproveitar o Carnaval com consciência faz com que a festa dure muito mais, mas a prevenção deve durar o ano todo. Use camisinha, informe-se sempre sobre quaisquer tipos de sintomas e não deixe de buscar auxílio médico.

    É importante realizar consultas e exames de rotina, pois a falta de tratamento pode levar a problemas mais graves. Busque sempre um ginecologista ou urologista e mantenha seus exames em dia.