O que é Herpes Genital?

Herpes é uma doença sexualmente transmissível – DST – causada pelo vírus Herpes simplex do tipo 2, que ataca a pele ou as membranas mucosas dos órgãos genitais.

O Herpes Genital é geralmente transmitido quando há lesões visíveis na região da genitália. Porém, mesmo quando não existem úlceras ou bolhas visíveis, pode haver vírus nas secreções genitais, o que favorece o contágio.

Esse vírus tem o período de incubação (o tempo decorrido entre a exposição e a manifestação dos primeiros sintomas da doença) de 1 a 26 dias. Mas, é indeterminado, se levarmos em consideração a existência de portadores da doença em estado de latência, ou seja, sem manifestações.

Causadores do herpes genital

  • Vírus do herpes simples Tipo 1 (HSV-1).
  • Vírus do herpes simples Tipo 2 (HSV-2).

A transmissão de herpes genital pelos dois vírus ocorre, principalmente, via contato sexual desprotegido.

Tipos de herpes

O herpes se apresenta em duas formas, sendo a primeira labial e a segunda genital. Enquanto o herpes genital é uma infecção causada pelo vírus herpes simplex tipo 2, que é transmitido através de relações sexuais, o tipo 1 também pode causar herpes genital, mas ele está habitualmente associado ao herpes labial.

Herpes simplex tipo 1

Costuma causar lesão apenas na boca, mas pode ser transmitido para os órgãos genitais em caso de sexo oral. Uma vez contaminados, os pacientes com herpes genital tipo 1 transmitem a doença do mesmo modo que os pacientes contaminados pelo tipo 2.

A diferença é que as crises do tipo 1 costumam ser mais leves e menos frequentes, e o contágio fora das crises é menos comum.

Herpes simplex tipo 2

É transmitido por via sexual, sendo altamente contagioso enquanto o paciente apresenta lesões. O grande problema do herpes genital tipo 2 é que a transmissão pode ocorrer mesmo nas fases em que o paciente não apresenta sintomas ou manifestações do herpes.

Portanto, mesmo fora das crises, o paciente continua eliminando o vírus de forma intermitente, podendo transmitir o herpes genital para o seu parceiro ou parceira.

A maior parte das transmissões do herpes genital ocorre na fase assintomática, sem manifestações, já que durante as crises o paciente costuma evitar ter relações sexuais. Pacientes HIV positivo que também tenham herpes genital é o grupo que mais apresenta transmissão durante a fase assintomática.

O vírus herpes simplex tipo 2 sobrevive por muito pouco tempo no ambiente, sendo incomum a transmissão através de roupas ou toalhas. Não há transmissão de herpes genital por compartilhar piscinas ou banheiros.

Sintomas do Herpes Genital

Na maioria da vezes, a pessoa não sabe que foi infectada com o vírus do herpes genital, porque é comum que a doença não manifesta sinais ou sintomas. Inclusive, a maioria das pessoas que se infecta com o vírus herpes simplex tipo 2 não desenvolve a doença, permanecendo assintomática e sem ter conhecimento do contágio.

Contudo, há sintomas característicos da doença que podem aparecer:

  • Cascas que se formam quando as úlceras cicatrizam.
  • Dores e irritação que surgem de dois a dez dias após o contágio.
  • Manchas vermelhas e pequenas bolhas brancas que costumam surgir dias após a infecção.
  • Úlceras na região dos genitais, que podem chegar a sangrar e causar dor ao urinar.
  • Pequenos agrupamentos de bolhas e feridas.
  • Coceira e desconforto.
  • Ardor ao urinar caso as bolhas estejam perto da uretra.
  • Ardor e dor ao defecar, caso as bolhas estejam próximas do ânus.
  • Ínguas na virilha.

As feridas características do herpes genital podem surgir imediatamente após o vírus entrar no organismo. É possível espalhar a ferida tocando-a e, depois, passando as mãos por outras partes do corpo.

Esta doença pode causar feridas no pênis, saco escrotal, coxas e na uretra, bem como na vagina, vulva e colo do útero. Elas também podem aparecer nas nádegas, boca e no ânus.

Uma vez que uma pessoa é infectada, o vírus se esconde nas células nervosas e permanece no corpo. Portanto, a infecção pode se reativar ou piorar em qualquer momento. E mesmo sendo mais recorrentes em homens, normalmente são mais moderadas e duram menos que nas mulheres.

E quando o herpes genital é recorrente?

Após a infecção primária, as lesões do herpes genital desaparecem, permanecendo silenciosas, porém, na maioria dos pacientes, a infecção ressurge de tempos em tempos, sendo assim, reativada.

Os fatores que desencadeiam esta reativação variam de pessoa para pessoa. Entre eles estão o esgotamento físico, outros processos infecciosos, menstruação, ingestão excessiva de álcool, exposição solar intensa, condições que possam deixar o sistema imunológico debilitado.

A fricção ou traumatismos repetidos no local da lesão como, por exemplo, durante a relação sexual, também podem levar ao surgimento de reativações em algumas pessoas.

As lesões recorrentes tendem a ser menos dolorosas, uma vez que não é comum aparecerem outros sintomas como mal estar e febre. Com o passar dos anos, as recorrências vão ficando mais fracas e menos frequentes.

Em algumas mulheres, o período menstrual pode ser o gatilho. Mas, existem casos de recorrências em que não é possível identificar nenhum fator desencadeante.

Alguns dias antes de as lesões recorrerem, o paciente pode sentir alguns sintomas de aviso, como:

  • Coceira nos grandes lábios.
  • Dormência no pênis.
  • Formigamento na região genital.

Em outros casos, o paciente pode não desenvolver sintomas de infecção primária logo após a contaminação, vindo a apresentar as úlceras apenas anos depois, após algum evento que reduza a sua imunidade.

Qual profissional devo procurar para saber se tenho Herpes Genital?

O urologista ou o ginecologista. As lesões do herpes genital são típicas e são facilmente reconhecidas por um especialista. Se houver necessidade de confirmação laboratorial ou se a lesão não demonstrar tipicidade, o médico pode colher amostras das úlceras para identificar o vírus.

Nas fases assintomáticas, é possível investigar a infecção pelo herpes através das sorologias, que podem identificar tanto o vírus herpes simplex tipo 1 quanto o tipo 2.

As sorologias também são importantes para identificar parceiros(as) de pacientes infectados. Os exames conseguem identificar o vírus, mas não fornecem informação sobre quando o paciente foi infectado. Geralmente, o exame físico basta para o diagnóstico

  • Exame de sangue: os resultados deste exame mostraram se há presença ou não de anticorpos contra os vírus do herpes genital, indicando se houve infecção no passado.

Existe cura para o Herpes Genital?

Ainda não há cura. Porém, o tratamento pode ajudar a evitar a recorrência da doença e impedir que ela cause complicações mais graves e que se espalhe pelo corpo. O acompanhamento médico também pode auxiliar para amenizar os sintomas e para diminuir as chances de transmissão.

O tratamento é feito basicamente por meio de medicamentos antivirais, que aliviam a dor e também o desconforto, causados durante uma crise, curando as lesões com maior rapidez, impedindo complicações e reduzindo o risco de transmissão para outros.

Para crises recorrentes, o paciente deve começar a tomar o medicamento assim que o formigamento, a queimação ou a coceira começar, ou assim que iniciar o aparecimento de bolhas.

O que acontece se não tratar o herpes genital?

Quando o herpes genital não é tratada, ela pode acarretar problemas mais graves, como:

  • Outras DST’s
  • Infecção de recém-nascidos: por meio do contato do bebê com o vírus durante o trabalho de parto. O contágio de bebês recém-nascidos por herpes pode resultar em danos cerebrais, cegueira e pode levá-los até mesmo à morte em casos mais severos.
  • Problemas de bexiga: resultantes da presença de feridas na região da uretra, obstruindo-a e impedindo a saída da urina. Nesses casos, é necessário o uso de um cateter para fazer a drenagem da bexiga.
  • Meningite: está entre as possíveis complicações do herpes genital, causada pela inflamação das membranas e do líquido cefalorraquidiano presente no sistema nervoso
  • Retite: uma inflamação do reto, provocada muitas vezes por sexo anal.

Como prevenir o Herpes Genital

Apesar de ser transmissível, há como se prevenir do herpes genital. E a melhor forma é fazendo o uso de preservativos durante o ato sexual.

O uso de camisinha reduz a chance de transmissão, mas não a elimina completamente, uma vez que as lesões do herpes podem surgir em áreas da região genital que não ficam cobertas pelo preservativo. Por exemplo, uma lesão de herpes na bolsa escrotal continua exposta mesmo com o uso apropriado da camisinha.

Importante frisar que se o parceiro ou parceira estiver infectado com herpes, é melhor evitar qualquer tipo de contato sexual até que a doença esteja sob controle.

Além dos medicamentos antivirais, há algumas medidas que podem ser tomadas para aliviar os sintomas de um surto de herpes genital, como:

  • Sabão e banhos de espuma devem ser evitados.
  • Área genital limpa e seca.
  • Evitar roupa interior apertada.
  • Cremes e pomadas geralmente não são recomendados.
  • Dor muito incômoda: analgésicos ou anti-inflamatórios podem ser usados.

Vale ressaltar que o vírus não sobrevive muito tempo fora do corpo humano, por isso a transmissão ocorre apenas pelo contato entre pessoas, não sendo possível se contaminar em banheiros, com toalhas e outros objetos.

Em seu consultório no Leblon, o Dr Luiz Augusto, atua no atendimento de pacientes privados, realiza consultas em Urologia Geral e Reconstrutora e realiza cirurgias em hospitais da cidade, como a Casa de Saúde São José, Pró-Cardíaco, Samaritano e Copa D’or. É um dos principais médicos especializados em urologia reconstrutora no Rio de Janeiro.

A Estenose de uretra do Presidente

Nos últimos meses, vem sendo veiculado pela grande imprensa que o Presidente da República, Michel Temer, apresentou um quadro de retenção urinária aguda (perda da capacidade de urinar) devido à hiperplasia benigna da próstata (aumento benigno da próstata) e foi submetido a um procedimento prostático desobstrutivo, provavelmente uma ressecção transuretral da próstata (procedimento o qual fragmentos da próstata vão sendo retirados através da uretra, com o intuito de permitir a livre passagem da urina), no Hospital Sírio Libanês. No dia 15 de dezembro de 2017, aproximadamente dois meses após este procedimento, nosso Presidente foi novamente internado no mesmo hospital, com um quadro clínico bastante semelhante (dificuldade intensa para urinar) mas, desta vez, o diagnóstico foi outro: estenose de uretra (estreitamento do canal da uretra).

A uretra é uma estrutura tubular que comunica a bexiga com o meio externo, passando através da próstata. Desta forma, ela é quem “conduz” a urina do interior da bexiga para o meio externo quando o indivíduo sente vontade de urinar. Qualquer obstáculo a este caminho causa sintomas severos como urgência urinária, polaciúria (frequência urinária aumentada), nictúria (frequência urinária aumentada no período do sono), jato urinário fino e até a retenção urinária completa (perda total da capacidade de urinar com intensa dor abdominal).

Existem várias causas para esta enfermidade:

  • Uso prolongado de sondas uretrais.
  • Traumatismo dos ossos da bacia ou da região perineal (região compreendida entre o escroto e o ânus.)
  • Uretrites (Doença Sexualmente Transmitida que compromete a uretra).
  • Balanite Xerótica Obliterante.

Cirurgias prostáticas

Sim, cirurgias prostáticas… Sabe-se que, em média, 5% dos procedimento cirúrgico prostático podem causar a Estenose de Uretra. Não sabemos se nosso Presidente já tinha esta doença ou se foi uma complicação da cirurgia prostática realizada anteriormente.

Tratamentos para estenose de uretra

Existem vários tratamentos para o estreitamento de uretra, todos eles com o mesmo objetivo: desobstrução urinária duradora com consequente melhora na qualidade de vida do indivíduo. Dentre os tratamentos existentes, se destacam:

Uretrotomia interna

Método no qual a área estreitada é aberta internamente, com o auxílio de um endoscópio. Esta técnica também está em desuso devido às altas taxas de recidiva (reaparecimento) da estenose.

Uretroplastia término-terminal

Modalidade na qual a área estreita é completamente removida e costurada entre os dois segmentos uretrais sadios. Esta técnica é a que oferece os melhores resultados, mas só pode ser usada em estenoses menores.

Uretroplastia substitutiva

Modalidade indicada para estreitamentos maiores, em que a área estreitada é substituída por tecidos do corpo do próprio paciente. Os tecidos mais utilizados são a mucosa da boca (pele que reveste internamente a boca) e o prepúcio (pele que recobre o pênis).

Sobre o procedimento usado:

As uretroplastias, são cirurgias mais complexas, mas que trazem resultados a curto médio e longo prazo, muito melhores que a uretrotomia interna. Esta última, nos tempos atuais, devido às altas taxas de recidiva, somente está indicada em estenoses extremamente favoráveis ou em casos em que o paciente não tem condição clínica para ser submetido a um procedimento de maior porte .

Não sabemos qual foi o motivo pelo qual nosso Presidente foi submetido a um procedimento que está em desuso, justamente pelo fato de não trazer resultados favoráveis em longo prazo, mas, o que provavelmente ocorrerá nos próximos meses/anos na autoridade máxima de nosso país serão novas internações para o tratamento do mesmo problema.

O Dr. Luiz Augusto Westin é especialista no assunto. Buscar um urologista para tirar suas dúvidas e realizar exames periódicos é muito importante, pois conhecendo seu corpo os riscos ficam menores. Cuide-se!

Quais são as doenças do pênis mais comuns?

O pênis pode ser afetado por doenças de diversos tipos: infecciosas, traumáticas, inflamatórias, hereditárias, congênitas ou tumorais. As diversas doenças do pênis podem prejudicar suas funções habituais como urinar e manter relações sexuais, uma vez que provocam alterações estruturais e/ou funcionais. Entenda melhor quais são as alterações causadas por esses males e seus principais sintomas:

Doença de Peyronie

Um a cada dez homens pode ser afetado pela doença, uma curvatura peniana adquirida e que geralmente se manifesta a partir dos 40 anos. O primeiro sintoma é sentir dor durante as ereções. Conforme o quadro vai piorando, pode surgir uma curvatura evidente quando o pênis encontra-se em ereção máxima.

Esse distúrbio é causado pelo surgimento de placas de fibras no tecido conjuntivo do pênis. Dependendo do local onde a lesão surge, o paciente pode sentir uma parte endurecida no órgão, que se trata de um depósito de cálcio na região. Em estágios mais evoluídos, a doença de Peyronie pode até mesmo levar à disfunção erétil.

Prostatite

A prostatite é uma inflamação da glândula prostática causada por bactérias que invadem o sistema urinário. Essa inflamação na próstata, na maioria das vezes, é resultado de uma infecção urinária que não foi tratada da forma ideal. Seus principais sintomas são dor ao urinar e/ou ejacular, febre, sangramento na urina, dor abaixo do umbigo e entre os testículos e o ânus.

Fimose

Normalmente, o prepúcio, uma dobra de pele retrátil que cobre a extremidade do pênis, recobre a glande do pênis (popularmente conhecida como “cabeça”) quando ele está flácido, e se retrai quando ele está ereto, deixando a glande à mostra. A fimose ocorre quando o prepúcio não se retrai completamente.

A fimose causa um estrangulamento na glande, impedindo o fluxo correto de sangue ou a higiene íntima ideal. O procedimento realizado para reparar o problema é a circuncisão.

Balanopostite

A balanopostite é causada por fungos ou bactérias localizadas debaixo do prepúcio, e também atinge a glande. A inflamação gerada causa dor, vermelhidão e edemas, podendo resultar em uma obstrução ou diminuição na uretra. A balanopostite também pode ser crônica, sendo gerada por processos inflamatórios autoimunes. Nesses casos, é importante o breve diagnóstico e tratamento, para diminuir as chances de complicações futuras.

Estenose uretral

A estenose, apesar de atingir ambos os sexos, é mais comum em homens, por estes possuírem a uretra mais longa. A doença consiste em um estreitamento na uretra, órgão que leva a urina para fora de bexiga. Causada por traumas e lesões que, ao cicatrizarem, podem gerar formação excessiva do tecido fibrótico, a estenose resulta na diminuição ou até na obstrução total do fluxo urinário.

O paciente deve buscar um urologista logo que notar alterações no jato urinário ou na frequência miccional. Sintomas como ardência ao urinar, vontade de urinar durante a noite, gotejamento de urina após a micção e jato duplo ou fino também servem de alerta. O diagnóstico é feito a partir de exames detalhados como a uretrocistografia, uretrossonografia, urofluxometria e uretrocistoscopia.

Câncer no pênis

Este tipo de tumor é mais comum em homens não circuncisados. O lugar em que o pênis costuma ser mais afetado é na base da cabeça, e o sintoma inicial normalmente é uma ferida avermelhada e indolor. Quanto mais precoce o seu diagnóstico, mais é possível preservar o tecido peniano.

Doenças sexualmente transmissíveis

Uma DST pode ser adquirida por relações sexuais sem camisinha ou contato vaginal, anal ou oral. Apesar de existirem diversas DSTs diferentes, seus sintomas costumam ser bem similares, como dor genital, vermelhidão, corrimento, inchaço, dificuldade de urinar, dor durante o contato íntimo, verrugas genitais e pequenas feridas.

É importante realizar consultas e exames de rotina para garantir a saúde. No caso de o paciente ser contaminado por uma DST e não realizar o tratamento, problemas mais graves podem surgir, como câncer de útero, infertilidade, problemas cardíacos, câncer no pênis, meningite, entre outros.

Disfunção erétil

Quando o homem não consegue manter a ereção do pênis de modo a ter uma relação sexual normal, e isso ocorre com uma frequência relativa por mais de três meses, o problema caracteriza-se como disfunção erétil, popularmente conhecida como impotência sexual. A doença atinge cerca de 50% dos homens brasileiros acima dos 40 anos e mais de 300 milhões de homens pelo mundo.

O quadro pode ser causado por complicação no funcionamento de uma combinação de órgãos e tecidos do corpo, mas também pode ser gerado por hábitos irregulares, questões psicológicas, doenças físicas ou orgânicas como hipertensão, alto colesterol ou diabetes. Além disso, a disfunção também pode ser sintoma de alguma doença cardiovascular.

Como diagnosticar e tratar doenças do pênis

Cada paciente deve ser avaliado individualmente para que ocorra o diagnóstico correto e o tratamento ideal, por isso é importante estar com as visitas ao urologista sempre em dia. Caso tenha notado alguma irregularidade no funcionamento do seu corpo ou a manifestação de algum dos sintomas citados, busque imediatamente um especialista, pois quanto antes o tratamento for iniciado, melhores serão os resultados.

Uretrostomia perineal – Mitos e verdades

A uretra é um canal que comunica a bexiga com o meio externo, passando pela próstata, pelo períneo (região localizada entre o escroto e o ânus) e pelo pênis. A estenose de uretra, ou estreitamento uretral, é a obliteração completa ou incompleta desse canal podendo ocorrer após cirurgias prostáticas, uso de sondas, traumatismos genitais, balanite xerótica obliterante e doenças sexualmente transmissíveis.

Geralmente, o paciente sente dor ao urinar, tem jato urinário fino, sensação de esvaziamento vesical incompleto, aumento da frequência urinária e micções noturnas frequentes. Casos extremos podem ocasionar retenção urinária aguda.

Formas de tratamento

O tratamento da estenose de uretra quase sempre é cirúrgico, pois como a estenose é uma espécie de “calo” na uretra, somente a remoção cirúrgica traria resultados satisfatórios em longo prazo. Pelo fato de as uretroplastias serem, em sua maioria, cirurgias complexas para a reconstrução da uretra, pacientes com estreitamentos muito graves, que demandariam múltiplas cirurgias ou ainda pacientes sem condições clínicas para serem submetidos a uma cirurgia muito extensa, a uretrostomia perineal poderia ser indicada.

Trata-se de uma cirurgia na qual é feito o desvio do fluxo urinário para um pequeno orifício localizado entre o escroto e o ânus. Dessa forma, o paciente perderia a capacidade de urinar em pé, mas, por outro lado, ganharia muito em qualidade de vida, pois o procedimento é mais simples do que uma uretroplastia. Ele permite que o paciente retome sua vida normalmente, sem o sofrimento causado pela estenose de uretra ou o “custo de vida” causado por múltiplas internações e intervenções para a correção da estenose.

Desmistificando a Uretrostomia Perineal

As uretrostomias perineais não causam incontinência urinária. O paciente submetido a esse procedimento, sente o desejo miccional e urina normalmente, como qualquer homem, porém o faz na posição sentada. Também não causa impotência sexual. O homem submetido a uretrostomia tem ereção normal, consegue a penetração e sente o orgasmo, mas a ejaculação é exteriorizada pela uretrostomia.

Quando se ouve falar pela primeira vez na existência da uretrostomia perineal, a maioria dos homens tem uma tendência à recusa, entretanto a quase totalidade daqueles que se deram a chance, experimentam um pequeno período de readaptação e um bom ganho em qualidade de vida, por toda a vida.

Esse procedimento é realizado por um urologista. Mantenha seus exames em dia!

Saiba tudo sobre a estenose uretral

A estenose uretral é uma doença urológica que acomete homens e mulheres, sendo mais comum no sexo masculino. A enfermidade consiste em um estreitamento na uretra, órgão tubular por meio do qual a urina é encaminhada para fora da bexiga. Como nos homens a uretra é mais longa, chegando a atravessar a próstata, a ocorrência de estenose entre eles é maior.

A uretra pode ser afetada pela estenose de modo a resultar na diminuição ou até mesmo na obstrução total do fluxo urinário, causando uma série de complicações.

O que causa a estenose uretral?

No decorrer da vida, o homem sofre traumas e lesões na uretra que, ao cicatrizarem, podem ocasionar uma deposição excessiva do tecido fibrótico, diminuindo o calibre do canal uretral. Traumas como fraturas na bacia, acidentes que afetam a região do períneo e até mesmo procedimentos médicos que envolvem a uretra podem favorecer o aparecimento da estenose de uretra.

Além de lesões, doenças sexualmente transmissíveis podem ser uma das causas da estenose de uretra, mesmo se tratadas da maneira correta e com eficácia, devido ao processo tardio de cicatrização. Esses casos são mais raros, mas não devem ser desconsiderados.

Sintomas da estenose de uretra

Quando há obstrução e a urina não passa adequadamente pela uretra, surgem as queixa do paciente sobre o jato urinário e a frequência miccional, o que já configura uma manifestação dos sintomas da estenose uretral. Há ainda outros sintomas como:

  • Fluxo reduzido da urina.
  • Jato espraiado ou duplo.
  • Gotejamento de urina após a micção.
  • Aumento da frequência da vontade de urinar.
  • Vontade de urinar durante a noite.
  • Ardência ao urinar.
  • Incontinência urinária.

O diagnóstico da estenose de uretra não é simples, já que os sintomas apresentados se assemelham aos de outras doenças obstrutivas da próstata ou enfermidades que diminuem a força da musculatura da bexiga.

Como é feito o diagnóstico

Para chegar ao diagnóstico, o urologista irá solicitar exames detalhados como a uretrocistografia, exame radiológico em que um contraste é injetado na abertura da uretra na glande com o intuito de encher toda a uretra, próstata e bexiga. Em seguida, solicita-se que o paciente urine, de modo que todo contraste que ficou na bexiga seja eliminado. São obtidas diversas radiografias durante o processo.

Além da uretocistografia, podem ser solicitados exames como a uretrosonografia (ecografia da uretra, exame que melhor avalia a extensão do estreitamento), a urofluxometria (estudo para medir o fluxo urinário) ou ainda a uretrocistoscopia (visualização endoscópica da uretra e da bexiga).

Tratamentos

De uma forma geral, o tratamento da estenose uretral é cirúrgico. Vamos falar detalhadamente sobre os métodos disponíveis:

Dilatação uretral

É um tratamento ambulatorial em que a estenose é dilatada com a aplicação de sondas uretrais plásticas de calibre progressivo. O tratamento é realizado com o objetivo de esticar o tecido fibrótico da estenose, para aumentar e estabilizar o diâmetro interno do canal da uretra. Como a uretra é um órgão tubular e seu tecido tende a se contrair, normalmente são necessárias diversas sessões de dilatação para obter melhores resultados. Este procedimento está em desuso devido aos péssimos resultados a curto e longo prazo.

Uretrotomia

Nesse procedimento, o cistoscópio (um tipo especial de endoscópio) é inserido na uretra até onde se localiza a estenose, e uma pequena lâmina contida no aparelho corta a região de fibrose ao longo do segmento estenótico ─ é, portanto, um tratamento indicado para casos de estenoses curtas. Apesar de os pacientes que realizam a uretrotomia inicialmente observarem melhora nos sintomas, apenas 30% dos homens que se submetem a esse procedimento ficam definitivamente curados, Desta forma, a maioria tende a realizar a uretrotomia de tempos em tempos o que, em médio e longo prazo, acaba agravando mais o problema.

Cirurgia / Uretroplastia

Para a cirurgia, existem várias técnicas diferentes. Se a estenose de uretra for relativamente curta, o trecho pode ser extraído, e os cotos da uretra serão novamente unidos através de pontos de sutura. Caso a estenose seja longa, podem ser utilizados retalhos da pele do pênis ou enxertos da mucosa da boca para substituir a parte doente da uretra. Estes procedimentos são, nos dias atuais, sem dúvida nenhuma os mais indicados para a cura da estenose de uretra, pois trazem os melhores resultados em curto, médio e longo prazo.

Uretrostomia perineal

Esse procedimento é recomendado para pacientes muito idosos ou com muitas doenças associadas, para estenoses uretrais graves ou ainda para quem não deseja realizar cirurgias muito extensas. A uretrostomia desvia a urina para um pequeno orifício localizado abaixo do escroto, e o paciente passa a urinar somente sentado. As funções sexuais não são afetadas, e o procedimento não gera incontinência urinária.

Cuide-se!

O acompanhamento com o médico é importante para a prevenção e tratamento da estenose de uretra. Caso você apresente alguns dos sintomas citados ou já tenha o diagnóstico da doença, procure um profissional qualificado como um urologista reconstrutor para preservar sua saúde.