Indicações para a cirurgia estética genital

A cirurgia estética genital é um procedimento que tem sido muito procurado pelos homens, e isso mostra que a preocupação com a aparência pode ter atingido até as partes do corpo que não ficam à mostra.

Entretanto, os pacientes devem ficar atentos às diversas propagandas enganosas que aparecem frequentemente na internet e até em jornais. A maioria delas promete coisas inviáveis, como um aumento quase milagroso do pênis.

O mais importante, quando falamos em qualquer procedimento de cunho estético, é procurar um especialista confiável, que realmente saiba de quais tratamentos o paciente pode se beneficiar. Assim, ele poderá indicar métodos que garantirão um aspecto mais agradável ao órgão sexual.

A seguir, listamos as principais indicações para a cirurgia estética genital.

Cirurgia estética genital para tratar as pápulas peroláceas da glande

A coroa da glande, localizada na cabeça do pênis, contém muitas glândulas. Muitas vezes estas glândulas podem estar aumentadas tanto em tamanho quanto em quantidade, podendo ser confundidas com doenças sexualmente transmissíveis. São as pápulas peroláceas da glande.

Para que essas protuberâncias não interfiram na autoestima e na vida sexual do paciente, ele pode se submeter a um procedimento estético genital, realizado através de aplicações de laser. O procedimento é ágil e feito com uso de anestésicos locais.

Pacientes com angioqueratomas escrotais

Os angioqueratomas escrotais são tumores vasculares benignos que acometem o escroto e manifestam-se através de pontos elevados e de cor escura. Pode surgir apenas um, ou vários de uma vez. A doença ainda acarreta em sangramentos recorrentes, além de afetar a parte estética do pênis e do escroto.

Assim como as pápulas peroláceas, os angioqueratomas são tratados com aplicações de laser, e o tratamento é tão rápido como o anterior.

Postectomia para casos de fimose ou balanopostite

A postectomia é uma cirurgia genital muito comum, cujo nome popular é circuncisão. Os pacientes recorriam a este procedimento por três motivos principais: fimose, balanopostite de repetição e por questões religiosas. Contudo, cada vez mais homens têm feito a operação única e exclusivamente pelo fator estético.

Método relativamente simples, a postectomia é a retirada da pele que recobre a glande (prepúcio), através de uma incisão que pode ser feita ao redor da cabeça peniana ou da base do órgão, junto ao púbis, com o objetivo de que a cicatriz seja bem discreta. Antes do procedimento, o paciente ainda pode optar por uma técnica de circuncisão que causa um engrossamento peniano.

Prótese testicular

Confeccionadas em silicone e com os mais variados tamanhos, as próteses testiculares são a solução mais indicada para pacientes que sofreram algum trauma ou que foram submetidos a alguma cirurgia na região e, por isso, não possuem um ou os dois testículos

O implante é realizado de forma bem simples, e são necessárias menos de 24 horas de internação. Além disso, o retorno às atividades do dia a dia é bem rápido.

Para a realização de qualquer um desses procedimentos, um especialista em urologia reconstrutora deverá ser consultado. Vale ressaltar que inúmeros outros procedimentos contribuem para a estética genital masculina.

Sintomas e tratamentos da hipospádia

Caracterizada pela malformação da uretra, a hipospádia é uma anomalia congênita que atinge aproximadamente um bebê em cada 300 nascimentos. O problema impede que o orifício da uretra chegue até a cabeça do pênis (glande), desta forma, ela é mais curta e abre-se na parte de baixo da genitália.

Tipos de hipospádia

As hipospádias dividem-se entre as formas leves, em que a abertura da uretra chega muito próximo à glande, até as apresentações mais graves, nas quais o orifício da uretra fica no escroto ou no períneo (regiões muito próximas do ânus).

Como a hipospádia se manifesta

Quanto mais longe o orifício da uretra distar da glande, maior dificuldade o indivíduo portador de hipospádia terá em fazer a micção em pé.

A hipospádia também costuma provocar uma leve curvatura no pênis (em especial durante a ereção), pois ela forma um tecido fibroso na parte de baixo do órgão sexual.

Além dessas duas manifestações, a doença também pode ocasionar a formação de um excesso de prepúcio na parte de cima do pênis em comparação com a parte inferior, condição conhecida como capuchão de prepúcio. Essa pele exagerada costuma chamar a atenção dos pais antes de qualquer outro sintoma, pois muda consideravelmente a aparência da genitália.

Tratamento da hipospádia

O tratamento indicado para a hipospádia é a cirurgia reconstrutiva, e o melhor momento para realizá-la é durante a infância. Entretanto, é comum encontramos adultos queixosos dessa condição e que às vezes passaram por mais de uma operação para corrigir o problema, mas ainda sofrem com algumas complicações, como a estenose uretral e as deformidades penianas.

O tratamento deve ser sempre multidisciplinar, seja a hipospádia multioperada ou não, pois é necessário um trabalho psicológico em conjunto com a equipe cirúrgica e clínica.

As técnicas mais utilizadas para tratar a doença incluem o alongamento da uretra utilizando a própria pele do pênis e/ou enxertos usando a mucosa da boca associados a métodos de correção da curvatura e alongamento peniano. O objetivo é devolver a funcionalidade e melhorar o máximo possível a estética do pênis. O procedimento deve ser feito por um profissional habilitado em urologia reconstrutora.

Pênis pequeno: as principais doenças que interferem no tamanho do órgão sexual

É comum que jovens durante a puberdade ou até homens adultos se sintam inseguros em relação ao tamanho do seu órgão sexual. Isso pode acarretar em sérios problemas de autoestima e psicológicos, e prejudicar futuros relacionamentos.

Aqui no blog, já publicamos um artigo sobre o tamanho médio do pênis do homem brasileiro, e realmente, em alguns casos, o paciente tem razão quando diz que possui o pênis pequeno. Contudo, essa impressão pode ser motivada por alguns problemas específicos e que exigem tratamento, e é sobre eles que iremos falar a seguir.

Pênis embutido

O pênis embutido é um distúrbio que acomete homens, em especial, os mais obesos, e que costuma piorar com o envelhecimento. Indivíduos com essa condição costumam ter o pênis “escondido” na gordura abdominal, dando a impressão de que o órgão é bem menor.

Pênis encarcerado

Pacientes que precisaram realizar algum tipo de cirurgia genital podem ter seu pênis diminuído por conta da retração do prepúcio (pele que recobre o pênis). Essa condição é denominada de pênis encarcerado.

Doença de Peyronie

A doença de Peyronie é uma curvatura peniana adquirida., Ocorre a formação de placas fibróticas cicatriciais nos corpos cavernosos podendo levar ao encurtamento assimétrico do pênis, que caracteriza esse distúrbio.

Causas psicológicas

Existem também os casos em que os pacientes possuem o pênis na média ou até acima, mas têm uma percepção alterada dele. Isso é ocasionado por questões psicológicas que deverão ser investigadas por um profissional capacitado para tal.

Se acompanhado corretamente por um urologista, é possível que alguns procedimentos (inclusive cirúrgicos) sejam feitos para melhorar a condição do paciente. Entretanto, é fundamental que o paciente, ao sentir alguma alteração ou insatisfação com o órgão, procure um médico de confiança.

Quando se preocupar com a curvatura peniana?

A curvatura peniana adquirida, mais conhecida como Doença de Peyronie é uma doença que acomete 1 em cada 10 homens, iniciando-se após a quarta ou quinta década de vida. Tem como causa microtraumas repetitivos gerados durante os intercursos sexuais.

Inicialmente, o homem sente um desconforto ou uma dor localizada em determinada área do pênis. Com o passar do tempo, a região ao redor de onde ocorria a dor começa a ficar mais endurecida, e é neste momento que se inicia o processo de curvatura peniana. O intervalo entre o início da curvatura até a estabilização da mesma (ponto em que o pênis atinge o grau máximo de curvatura) pode ser de muitos meses.

O pênis ocupa uma posição central na sociedade moderna e, por este motivo, qualquer anormalidade peniana torna-se motivo de grande preocupação para o homem.

Homens que são acometidos por esta enfermidade podem apresentar graus de curvatura tão acentuados que impossibilitam a penetração durante o coito. Além disso, podem também desenvolver deformidades penianas severas, disfunção erétil e encurtamento peniano em graus variados.

Tratamentos para a curvatura peniana

É importante ressaltar que, independente da fase em que se encontra, a doença tem tratamento.

Nas fases mais iniciais, este tratamento tende a ser clínico, com o uso oral de medicações anti-inflamatórias e antioxidantes e utilização de extensores penianos.

Nas fases mais tardias o tratamento tende a ser cirúrgico, utilizando plicaturas penianas, corporoplastias com enxerto (procedimentos cirúrgicos para correção da curvatura) ou implante de próteses penianas semirrígidas ou infláveis.

Como é feita a cistoscopia?

Também chamada de uretrocistoscopia , a cistoscopia é um exame endoscópico que avalia as vias urinárias baixas, permitindo uma visualização mais completa da parte interna da bexiga e da uretra (canal que comunica a bexiga com o meio externo).

Preparação para a cistoscopia

Não há muito mistério nos momentos que antecedem o exame. As únicas exigências que o paciente deve respeitar são: estar em jejum há pelo menos oito horas e, caso faço uso de medicamentos anticoagulantes, interromper seu uso uma semana antes do procedimento.

Durante o exame

A cistoscopia dura, aproximadamente, 20 minutos e o especialista utiliza um aparelho chamado cistoscópio. Existem dois tipos: o cistoscópio semirrígido e o flexível. A escolha entre um e outro dependerá, exclusivamente, da motivação do exame.

O paciente permanece sedado durante todo o procedimento. O aparelho é introduzido pelo canal uretral e o médico consegue ver, através da câmera, toda a uretra, a bexiga e também a próstata.

Em alguns casos, pode haver a necessidade de biópsias ainda durante a cistoscopia, mas isso não afeta o período de recuperação do paciente, que é liberado a retornar às atividades rotineiras já no dia seguinte.

Para que serve a cistoscopia?

Os principais objetivos da cistoscopia incluem:

  • detecção e acompanhamento de distúrbios nas vias urinárias baixas ;
  • diagnóstico de tumores na bexiga e na uretra;
  • Identificação da causa da hematúria (sangramento na urina);
  • auxiliar no diagnóstico da estenose de uretra;
  • realizar biópsia endoscópica da bexiga e/ou da uretra.

O urologista deverá indicar o exame de acordo com os sintomas apresentados pelo paciente.